terça-feira, 21 de setembro de 2010

Entrevista a Paulo Turra

Nome: Paulo César Turra
Nacionalidade: Brasil
Nascimento: 1973-11-14 (36 anos)
Naturalidade: Tuparendi (RS) - Brasil


1- Fala-nos da tua carreira enquanto jogador.
R: Comecei a jogar em 1990 nos juvenis da SER Caxias, onde fiquei até o ano de 2000 com uma passagem em 1997 no Botafogo RJ. Foram dez anos no mesmo clube e sou até hoje o recordista de jogos com mais de 250 só pelo profissional. Se for computar juvenis e juniores são mais de 400. Após 2000 fui para o Palmeiras. Em 2001 fui negociado com o Boavista FC onde após três épocas e depois fui livre para o Vitória SC. Encerrei minha carreira no Avaí de Florianópolis em 1997. Foi uma carreira muito boa, sendo capitães em quase todas as equipes. Tive poucas lesões e conheci mais de 30 países jogando futebol. Por isso hoje sou uma pessoa muito feliz e realizada.

2- A tua passagem por Guimarães foi curta, que podes dizer sobre a passagem pelo Vitória?
R: O Vitória é grande, com uma estrutura muito boa e uma torcida sem igual. São fanáticos e fiéis, vivem o clube como poucos no mundo. Hoje posso dizer que o Vitória é um clube com a minha cara ou vice-versa. Fui muito bem acolhido pelos atletas, dirigentes, pessoal de apoio e principalmente pelos torcedores.

3- Qual era o teu sentimento cada vez que entravas no Estádio D. Afonso henriques?
R: Meu sentimento era de euforia, de êxtase, de concentração total pois sabia que estariam no mínimo 15 mil “loucos” a gritar e a empurrar o nosso time rumo às vitórias.

4- Concordas com a afirmação que os adeptos do Vitória são o ser do clube?
R: A principal diferença do Vitória para os outros clubes é a torcida, com isso não preciso dizer mais nada.

5- Consegues arranjar uma explicação para os adeptos do Vitória serem tão apaixonados?
R: Consigo sim, eles são únicos.

6- Depois de uma primeira volta aquém das espectativas, o Vitória foi o campeão da segunda volta e conseguiu a tão desejada qualificação para a Europa. Qual o motivo desta mudança?
R: Acredito que com a transição que o Clube passou, com jogadores chegando em cima do início do campeonato, com o Manuel Machado tendo que encaixar o time dentro de um padrão de jogo e mais algumas coisas o time demorou um pouco para se encontrar. Mas individualmente nós éramos muito fortes e tínhamos um grupo de homens  com um técnico espetacular. Quando encontramos o modelo de jogo ideal, todos iguais no aspecto físico e com essa torcida louca, conseguimos ao natural nosso principal objetivo.

7- Porquê a tua saída e de mais 19 jogadores naquela época, visto que conseguiste o apuramento para as competições Europeias?
R: Isso até hoje não sei...

8- Gostarias de ter ficado?
R: Era o que eu mais queria, mas no final do jogo em Aveiro contra o Beira Mar fui informado que não ficaria.

9- Qual o melhor e o pior momento que tiveste com a camisola do Vitória?
R: Não tive um pior momento no Vitória, posso dizer um momento menos bom que foi na minha chegada, pois estava sem pré-época e muito aquém da minha condição física.
O melhor, mas foram tantos.... vou escrever apenas um como exemplo: Foi no jogo contra o FC Porto na cidade do Porto que empatamos 0x0. Ao entrar no vestiário senti que alcançaríamos o nosso objetivo.

10- Desde que saíste, tens acompanhado o Vitória?
R: Acompanho diariamente pelos sites dos jornais desportivos de Portugal, pelo site do clube, por amigos que tenho em Guimarães e ouço alguns jogos pelas rádios de Guimarães.
11- Tu, que estiveste do lado do Boavista e do lado do Vitória, quais as principais diferenças? Como é que se vive a rivalidade entre estes dois clubes?
R: Cada clube tem sua característica. O que posso e não tenho receio de dizer é que fui feliz no Boavista enquanto estive lá e fico triste com o momento que estão passando. Defendi suas cores com todo profissionalismo. No Vitória fui tão bem recebido que parecia que eu era formado no clube e, também posso dizer que defendi sua cores com todo amor e profissionalismo. A rivalidade é sádia e sem ela o futebol perde um pouco da graça.

12- O que te deixa mais saudades aqui em Guimarães?
R: Tudo em Guimarães tenho saudades, nós tínhamos um grupo espetacular. Mas preciso dizer que o ambiente em dias de jogos no D. Afonso Henriques era uma coisa única. O dia que ganhamos ao Boavista e garantimos o retorno do clube às competições européias foi uma loucura. Muitas vezes estou em casa e coloco o dvd do jogo para assitir. Foram 26 mil “loucos” a festejar, chorar e gritar ...foi muito bom.

13- Qual a tua opinião acerca da Cidade e das pessoas de Guimarães?
R: O que falo de Guimarães se estende a todo Portugal...lindo..uma cidade e um país que tenho orgulho e o prazer de dizer que conheci e morei nesse lugar maravilhoso. As pessoas de Guimarães como o Vitória, são únicas.

14- Sabemos que agora és treinador. Como está a correr esta nova fase da tua carreira?
R: Está correndo muito bem, tudo dentro do planejado. Antecipei minha aposentadoria como jogador de futebol para ser treinador. Já fiz vários cursos e já trabalhei em duas equipes profissionais no Rio Grande Do Sul. Acabei de ficar durante 15 dias no Fluminense RJ em estágio com Muricy Ramalho, técnico tri campeão brasileiro.  Estou estudando muito para ser um treinador de primeira linha, top.

15- Gostavas de fazer carreira em Portugal como treinador?
R:  Um dos  objetivos que tenho, voltar a viver e  trabalhar em Portugal, seguindo passos de Luis Felipe Scolari, Abel Braga, Casemiro Mior entre outros que fazem muito sucesso nos dias de hoje.

16- Clube que mais gostarias de treinar?
R: Gostaria de trabalhar em um clube que tenha estrutura e possa me dar condições para realizar um bom trabalho.

17- Qual é o teu clube de coração?
R: SER Caxias, clube que abriu suas portas para eu me tornar jogador de futebol.

18- Planos para o futuro?
R: Ser treinador de primeira linha, top.

19- Queres deixar alguma mensagem para o blog e para os adeptos?
R: SAUDADES DE VOCÊS....

OBS: Pode acompanhar notícias sobre Paulo Turra no site: pauloturra.com, no facebook: Paulo Turra e no   twitter: @pauloturra